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Lubrificantes são fundamentais para o motor - MOTOR:
As condições de operação do veículo definem o período para troca

Lubrificantes automotivos são uma composição de óleos básicos, que podem ser minerais ou sintéticos, com aditivos. Os primeiros lubrificantes eram de origem animal, mas com o passar do tempo, o homem foi aperfeiçoando e criando novos inventos, e por necessidade, os lubrificantes foram evoluindo também, passando por produtos de origem vegetal, mineral e sintética. Lubrificar é aplicar uma substância entre duas superfícies em movimento relativo, formando uma película, que evita o contato direto entre as superfícies, reduzindo o atrito, e conseqüentemente o desgaste e a geração de calor. Grande parte dos lubrificantes automotivos utilizados atualmente são obtidos a partir do petróleo (mineral) ou produzidos em Usinas de Química Fina (sintético).

Uma vez que a função do óleo lubrificante não é a de apenas lubrificar, mas realizar uma ampla proteção e limpeza dos componentes internos do motor, são incorporados aditivos ao óleo básico para que o mesmo ofereça outras características de desempenho e proteção. Atualmente, tornam-se cada vez mais importantes as especificações e homologações realizadas pelos fabricantes de veículos, os quais tem ajustado as características de desenvolvimento dos lubrificantes às necessidades dos seus projetos de motores. Os modernos lubrificantes possuem um pacote de aditivos especialmente preparado e balanceado para realização das funções relativas a proteção e limpeza.

As funções dos lubrificantes são: lubrificar, refrigerar, limpar e manter limpo, proteger contra corrosão, desgaste e formação de ácidos e auxiliar na vedação da câmara de combustão. Dois outros aspectos importantes que caracterizam um óleo lubrificante são a viscosidade e seu nível de desempenho. A viscosidade é definida como a resistência que um fluido oferece ao seu próprio movimento. Quanto menor for a sua viscosidade, maior será a sua capacidade de escoar (fluir). Os valores de viscosidade dos óleos são obtidos experimentalmente em laboratório, utilizando-se um aparelho chamado VISCOSÍMETRO, que mede o tempo que uma determinada quantidade de fluido leva para escoar através de um pequeno tubo (capilar) a uma temperatura constante.

A SAE (Sociedade dos Engenheiros Automotivos) criou um critério de classificação que teve aceitação generalizada pelos fabricantes de veículos e de lubrificantes. Esta classificação é feita associando-se um número puro à viscosidade determinada em laboratório e divide os óleos lubrificantes em dois grupos:
1) óleos de "grau de inverno": a viscosidade é medida a baixas temperaturas e levam em consideração a resistência que o mesmo oferecerá na partida a frio do motor e a facilidade de bombeamento e circulação em baixas temperaturas.
2)óleos de "grau de verão": a viscosidade é medida a altas temperaturas.

Os óleos multiviscosos combinam fluidez dos óleos de grau de "inverno" com proteção para altas temperaturas dos graus de "verão". No caso de lubrificantes, o Instituto Americano do Petróleo (American Petoleum Institute - API), estabelece os parâmetros de desempenho, através de uma seqüência de testes complexos e específicos, de acordo com metodologias padronizadas pela ASTM (American Society for Testing and Materials). Os lubrificantes indicados para motores diesel são submetidos a testes diferentes pois o regime e operação destes motores é diferente dos movidos a gasolina, álcool e gás natural. Entretanto, existem lubrificantes que ao mesmo tempo atendem às especificações para motores gasolina/álcool e para motores diesel.

Mas por que os lubrificantes precisam ser trocados? Com o tempo de uso, os elementos aditivos do óleo são destruídos fisicamente ou ficam presos a outras substâncias químicas, além disso, enquanto efetuam a proteção do motor, eles são mudados quimicamente, alterando suas características. As substâncias químicas extras formadas durante sua vida dentro do motor, acabam se tornando parte dele, contaminando-o e alterando suas propriedades lubrificantes. Isso ocorre devido a diversos fatores:
- o combustível queimado e o não-queimado fica em circulação no sistema de lubrificação, diminuindo a capacidade do óleo de suportar altas temperaturas
- são formadas partículas de fuligem oriundas da combustão e também da queima de alguma porção de lubrificante quando este atinge as partes mais quentes do motor.
- devido à alta variação de temperatura (quando um motor aquece e esfria) a umidade do ar é atraida para dentro do motor. Esta umidade se condensa formando gotas de água que se misturam ao óleo, criando ácidos moderados.

Vale ressaltar que quem define o período para a troca de óleo não é o fabricante do óleo e sim a montadora do veículo, baseada em ensaios de durabilidade efetuados em campo e em laboratórios. No momento de se realizar a troca, é muito importante levar em consideração, além da recomendação do fabricante, as condições de operação do veículo, pois são elas que definirão o período correto para a próxima troca. E quais seriam essas condições?
- dirigir predominantemente em trânsito urbano ou intenso.
- dirigir em altas velocidades.
- períodos longos com o carro parado (ex:utilizar somente em fins de
semana).
- períodos com o carro parado seguidos por avanços em alta velocidade
(como táxis, carros de polícia / bombeiros).
- viajar distâncias curtas freqüentemente, abaixo de 6 km, e parar o veículo.
- dirigir freqüentemente sob neblina, chuva ou ar poluído.
- operar o veículo como reboque (trailers, carretas, etc.).
- operar o veículo sem a manutenção regular recomendada pelo fabricante
(motor desregulado, filtros sujos ou parcialmente entupidos e etc). Fique atento
.